Dissertação
URI permanente desta comunidadehttps://repositorio.ifce.edu.br/handle/123456789/9
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Item Entre o anavã e o anarriê: um registro de passos tradicionais da quadrilha junina cearense no contexto da memória de quem lembra, fez e faz(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Lessa, Mirna Maria Felix de Lima; Souza, Maria de Lourdes Macena deEste estudo apresenta registros de passos tradicionais de quadrilha junina cearense de modo a perscrutar o seu fazer, com a intenção de valorizar, compartilhar e salvaguardar os saberes e fazeres destes sujeitos que se dedicam e contribuem com a cultura popular em nosso estado, no contexto da memória de quem lembra e faz. Tem como objetivo geral registrar passos tradicionais de quadrilhas juninas do Ceará vista como um bem cultural, numa perspectiva de salvaguardar elementos e promover esta cultura. Este trabalho utiliza, em um primeiro momento, de pesquisa bibliográfica para à identificação de concepções teóricas a respeito da temática cultural. Em seu caráter plural, não tem a pretensão de definir nem de categorizar essa cultura e seus significados e sim dialogar de forma objetiva e flexível com os fazeres que se estabelecem. Metodologicamente utilizamos informações coletadas pelos registros por meio de observação participante no que se refere aos passos tradicionais, coletadas a partir dos registros por meio de fotografias e filmagens, com abordagem qualitativa. O cenário da pesquisa compreende duas quadrilhas juninas, sendo uma adulta e uma infantil em atuação, e diálogos com os mestres da cultura junina titulados. Dessa forma, esperamos que este estudo contribua para a difusão da memória de quadrilhas juninas cearenses, contribuindo com sua valorização e transmissão. Acreditamos que a continuidade deste estudo permitirá um olhar ainda mais amplo sobre os paradigmas que fundamentam a transmissão dos passos juninos, favorecendo o fazer artístico. Assim, como Nego Bispo vive por meio da permanência e potência de suas palavras, que continuam a brotar, é na ancestralidade que elas encontram constante renovação com ciclos de começo, meio e começo. Das fogueiras ao fogo das palavras e do corpo sempre dançante, lançamos com as mãos da memória, uma cuia de sementes e desejamos que este trabalho seja germinante.
