PPGARTES - Programa de Pós-graduação em Artes
URI permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ifce.edu.br/handle/123456789/21
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Resultados da Pesquisa
Item Formação sem paredes: um percurso de autoformação em arte com professoras de educação infantil(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Veloso, Patrícia Maria Coelho; Quinto, Maria Edneia GonçalvesCom este estudo qualitativo de pesquisa-ação-formação busquei analisar quais possíveis elementos emergiram de um exercício estético vivenciado por 03 professoras da educação infantil 2, 3 e 4 de CEIs em Fortaleza-Ceará, coparticipantes da investigação, poderiam ampliar a reflexão sobre a autoformação docente em arte, em contextos não escolares, considerando seus percursos de trajetórias de vida, formação e prática docente. Para tanto, estabeleci como objetivos específicos: planejar e mediar ações de visitação de 3 educadoras da EI de escolas públicas em equipamentos culturais da cidade, como territórios de autoformação docente em arte; promover encontros de exercícios estéticos de escuta e de partilha de saberes e memórias com as coparticipantes; recolher e sistematizar os registros produzidos por estas ao longo do processo, para a análise de alguns elementos da Formação sem Paredes- FSP. O percurso metodológico foi constituído por cinco encontros entre dezembro de 2023 e janeiro de 2025, realizados em equipamentos culturais da cidade, nas etapas: travessias, pausa e paragens. Os instrumentos da produção de dados foram: registros de diário de bordo, diários de jornada das professoras, entrevistas semiestruturadas, audiogravações, fotos, filmagens, relatos e desenhos. Após as análises, 04 elementos emergiram como integrantes da Formação sem Paredes-FSP, como abordagem articuladora de experiências estéticas e autoformativas em espaços da cidade: interação entre memórias, pesquisa e identidade docente; indissociabilidade entre teoria e prática na autoformação em arte; estímulo ao corpo presente, afetos e protagonismo das professoras e complemento da formação docente continuada ao promover vivências estéticas significativas, ampliando os repertórios culturais das participantes.Item "Vou te ensinar a fazer um ateliê bem legal": narrativas das crianças sobre o ateliê de um Centro de Educação Infantil da Rede Municipal de Fortaleza(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Castro, Renata Facó de Saboia; Peixoto, Jacqueline RodriguesEsse trabalho de pesquisa se dedica a compreender quais as percepções das crianças de um Centro de Educação Infantil, localizado em Fortaleza, sobre o ateliê onde vivem propostas de arte. Também busca descrever como o ateliê está constituído, conhecer propostas que as crianças experienciam nesse ambiente e saber seus interesses e desejos em relação a esse espaço. Considerando as crianças como pessoas de direitos e a arte como um direito de todas elas na Educação Básica, ouvi-las sobre como acontecem os encontros com as linguagens da arte é uma forma de legitimar seus direitos e buscar aproximações que tenham significado para elas, mediando seu envolvimento como seres humanos mais críticos e conscientes de seus direitos. De natureza qualitativa, essa investigação está situada no campo da Pesquisa (Auto)biográfica em Educação (Passeggi, 2018), e adotou como estratégias metodológicas a observação participante, a roda de conversa, a entrevista (auto)biográfica, o desenho e a fotografia, compreendendo essas linguagens como meios de expressão das narrativas das seis crianças participantes-colaboradoras. Como aporte teórico, a pesquisa tem como sustentação os estudos de Passeggi (2018), Delory-Momberger (2011, 2012, 2016), no que se refere ao caminho metodológico, Ariés (1981), Kuhlmann Jr. (2010) e Sarmento (2007), que embasam as reflexões sobre concepções de criança e infância, e Ostetto (2010), Barbieri (2012), Vecchi (2017) , Cunha (2017) e Hoyuelos (2021, 2023) para os diálogos entre a arte e a pedagogia das infâncias. O corpus da pesquisa foi constituído por narrativas orais, narrativas visuais, por meio de desenhos e fotografias, elaboradas pelas crianças participantes-colaboradoras ao longo de nove encontros. As narrativas das crianças, como material biográfico, suscitaram reflexões sobre os fazeres no ateliê, os materiais, o espaço e a presença do corpo nesse contexto. Os resultados apontam que as crianças compreendem o ateliê como uma extensão da sala de referência: um lugar de criação, onde utilizam alguns materiais a partir das proposições da professora. Além disso, suas narrativas revelaram caminhos que instigam novas reflexões no campo da docência, tais como: a qualidade das experiências estéticas oportunizadas às crianças; a necessidade de uma postura investigativa por parte da(o) docente, inclusive no que diz respeito aos materiais e à sua própria formação estética; a concepção de ambiente como potencializador de aprendizagens e ampliação estética na Educação Infantil e a importância de compreender a criança na sua integralidade, reconhecendo-a como pessoa de direitos, competente e que deve ser escutada nas suas múltiplas linguagens.
