Dissertação

Avaliação da potencialidade do pleurotus ostreatus em degradar efluentes laboratoriais

Autor(a) Correia, Sheila de Araújo
Orientador Silva, Glória Maria Marinho Carvalho, Tecia Vieira Brasil, Renata Barros Silveira Bermúdez, Victória Maura Silva Barbosa, Bárbara Chaves Aguiar
Página simplificada

Resumo

A poluição das águas por efluentes laboratoriais é uma questão preocupante, uma vez que causam implicações negativas ao meio ambiente e à saúde pública. Esses efluentes contêm uma variedade de substâncias químicas, a exemplo de compostos orgânicos, metais pesados, xenobióticos, entre outros, que podem ter como destino a rede coletora de esgoto ou o meio ambiente, sem nenhum tipo de tratamento. Nesta pesquisa foi avaliado o potencial do fungo Pleurotus ostreatus em degradar efluentes laboratoriais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). A pesquisa foi dividida em 4 Etapas: (I) Cultivo e produção de esporos do Pleurotus ostreatus; (II) Caracterização dos efluentes; (III) Avaliação da eficiência da biodegradabilidade dos efluentes, usando reatores em batelada agitada com biomassa fúngica imobilizada em granalhas de vidro; (IV) Avaliação da eficiência da biodegradabilidade dos efluentes por meio de reatores em batelada sequencial com biomassa fúngica imobilizada em espuma de polietileno. Para a caracterização, os efluentes coletados de cada laboratório foram misturados em um recipiente e, posteriormente, analisados. As análises realizadas na caracterização dos efluentes incluíram pH, temperatura, DQO, amônia, nitrato, nitrito, surfactantes, fósforo total e SSV. Os resultados apresentaram valores médios de DQO de (3.050,2 ± 1.626,88 mg/L), surfactantes (1,69 ± 2,59 mg/L), nitrato (0,83 ± 0,67 mg/L), nitrito (0,06 ± 0,10 mg/L), amônia (1,74 ± 3,83 mg/L), fósforo total (11,6 ± 0,07 mg/L), SSV (96 ± 113,3 mg/L) e pH (5,88 ± 5,91) para o efluente do laboratório 1 (L1). Da mesma forma, para o laboratório 2 (L2), foram registrados níveis de DQO com (4.771,81 ± 6.023,09 mg/L), surfactantes (1,16 ± 0,86 mg/L), nitrato (0,91± 0,33 mg/L), nitrito (0,67± 1,29 mg/L), amônia (0,02 ± 0,018 mg/L), fósforo total (5,8 ± 0,0 mg/L), SSV (53,5± 52,23 mg/L) e pH (4,34 ± 3,48). Na etapa III, os reatores em batelada agitada, em que foram utilizados reatores de controle (RC); reatores com fungo (RF) e reatores com fungo e glicose (RFG), o RFG alcançou remoções máximas de DQO (51%), nitrato (88%), amônia (76%), surfactantes (63%) e fósforo (74%); seguido pelo RF com DQO de (70%) e surfactante de (57%) com efluente do L1, ao longo do período de análise. Com efluente do L2, o reator (RF) apresentou resultados ainda mais expressivos, com remoções máximas de DQO (86%), nitrato (89%), surfactantes (78%) e fósforo (57%); seguido pelo RFG com DQO de (54%), amôn

Palavras-chave

MESTRADO EM TECNOLOGIA E GESTÃO AMBIENTAL (IFCE) - DISSERTAÇÃO POLUENTES EFLUENTE LABORATORIAL

Informações acadêmicas