Dissertação

Degradação de alquilbezeno sulfonato linear por fungo Aspergillus Niger AN 400

Autor(a) Cavalcante, Reinaldo Fontes
Orientador Silva, Glória Maria Marinho Araújo, Rinaldo dos Santos Assunção, João Carlos da Costa Araújo, Francisco José Freire de
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Resumo

Devido ao reconhecido poder de degradação ao ambiente do surfactante, Alquilbenzeno Sulfonato Linear, o presente estudo objetivou avaliar a eficiência da remoção do surfactante em reatores operados em regime de bateladas com biomassa dispersa de Aspergillus niger AN 400 e biomassa imobilizada de Aspergillus niger AN 400. A pesquisa ocorreu em três etapas distintas: Teste de toxicidade; Operação de reatores em batelada com biomassa dispersa de Aspergillus niger AN 400; Operação de reatores em bateladas sequenciais com biomassa imobilizada de Aspergillus niger AN 400. No teste de toxicidade foram utilizados placas de Petri inoculadas com a espécie fúngica na presença do poluente nas concentrações de 5; 10; 15; 20 e 30 mg.L-1. Três reatores foram operados em batelada, por um período de 30 dias, com utilização de biomassa dispersa e um volume de 45 litros: Um reator Controle, um reator Fúngico e um reator Fúngico adicionado com 1 mg.L-1 de Glicose, nas concentrações de 15 e de 30 mg.L-1 de surfactante. Um reator com o volume de 4,5 litros foi utilizado para a operação de bateladas sequenciais repetidas com biomassa imobilizada de Aspergillus niger AN 400, em espuma de poliuretano, em concentrações iniciais de 15 e 30 mg.L-1 de Alquilbenzeno Sulfonato Linear em 3 ciclos de 7 dias, seguida de 3 ciclos de 48 h. Durante a realização do teste de toxicidade não foi visualizado inibição ao desenvolvimento da espécie fúngica estudada pela presença do surfactante nas concentrações de 5, 10, 15, 20 e 30 mg.L-1. A operação dos reatores em batelada com utilização de biomassa fúngica dispersa apresentaram valores de remoção do surfactante com 15 mg. L- 1 na ordem de 76,4%; 51,2% e 37,8% e com 30 mg.L-1 de surfactante de 65,3%; 54,8% e 34,5% para os reatores Fungo e Glicose, reator Fúngico e o reator Controle, respectivamente. Já os reatores operados em Bateladas Sequenciais Repetidas em ciclos de sete dias se observaram valores de remoções do poluente de 38,2; 39,4 e 37,8% com concentração inicial de 15 mg.L-1 e de 46, 48,2 e 48,5 %, para uma concentração inicial de surfactante de 30 mg.L-1 nos ciclos 01, 02 e 03, respectivamente. Quando operados em ciclos de dois dias foi observado uma remoção de surfactante de 25,3; 31,3; 24,6% em 15 mg.L-1 de surfactante e uma remoção de 28; 25,1 e 32,3% para uma concentração inicial de 30 mg.L-1 de surfactante nos ciclos 01, 02 e 03 respectivamente. Assim, foi possível perceber o significativo poder de degradação da espécie fúngica Asp

Palavras-chave

MESTRADO EM TECNOLOGIA E GESTÃO AMBIENTAL (IFCE) - DISSERTAÇÃO ASPERGILLUS NIGER (FUNGO) BIORREMEDIAÇÃO

Informações acadêmicas