Resumo
Os recursos hídricos, por muito tempo, foram explorados de forma inadequada, o que acarretou uma série de impactos negativos que acabam por alterar a qualidade da água e comprometer os usos atuais e futuros. Os índices de qualidade da água configuram importantes ferramentas analíticas e comprobatórias da realidade dos recursos hídricos, também como meio de divulgação simples dos resultados. Diante do exposto, este trabalho tem por objetivo monitorar a qualidade da água do Riacho Maceió, Fortaleza-CE, por meio da avaliação individual e/ou agrupada dos parâmetros de qualidade da água. Realizou-se o monitoramento em dois intervalos distintos para posterior cálculo do Índice de Qualidade da Água (IQA/CETESB) e do Índice de Estado Trófico (IET/CETESB), onde, para o primeiro, monitorou-se de setembro de 2015 a agosto de 2016, com seis coletas de frequência bimestral, já para o segundo, de abril a agosto de 2016, frequência mensal, com total de cinco coletas. Foram avaliados oito dos nove parâmetros propostos pelo IQA, sendo eles: Oxigênio Dissolvido (OD), Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), Nitrato, Fósforo Total (PT), Turbidez, Sólidos Totais, pH e Temperatura. O parâmetro “Coliformes Termotolerantes” foi obtido por meio de trabalhos científicos já realizados na área. Para o cálculo do IET, avaliaram-se os seguintes parâmetros: Amônia, Nitrito, Nitrato, PT, Clorofila a, OD, pH e temperatura. Ambos os índices, IQA e IET, apresentaram resultados insatisfatórios, com classificações que apontam a má qualidade da água do riacho no período monitorado. De forma geral, os resultados do IQA apresentaram classificações “ruim” e “regular”, com grande influência dos baixos valores de concentração do OD e os altos valores de DBO e Fósforo Total, parâmetros que comprometem a qualidade da água e o próprio resultado de classificação do índice. As altas concentrações de Fósforo Total se mostraram como influência negativa no cálculo do IET, impactando a qualidade do recurso hídrico de forma negativa como causa potencial no processo de eutrofização, constatado nos resultados do IET, em que o IET PT apresentou classificação insatisfatória com altos níveis de eutrofização. Diante do observado, em linhas gerais, o Riacho Maceió apresenta má qualidade de água no cálculo do IQA e do IET (total, Cla e PT). Por fim, propõe-se a aplicação de medidas mitigadoras que visem recuperar o ambiente como um todo, bem como da qualidade da água, algumas delas: ações de educação ambiental, criaçã
