Resumo
A indústria têxtil se caracteriza como uma fonte de poluição ambiental, devido aos compostos químicos presentes em seus efluentes, em especial os corantes, que podem ser responsáveis pela deterioração dos corpos hídricos, dos solos e até mesmo da saúde humana. Tratamentos que utilizam fungos tem demonstrado grande potencial para remoção de corantes de águas residuais, em decorrência do seu baixo custo operacional e boa eficiência. Neste trabalho foi estudada a viabilidade de aplicação do fungo Aspergillus niger AN 400 para a remoção de corante índigo presente em efluente têxtil in natura em reatores com biomassa imobilizada operado em regime de bateladas sequenciais dispostos em série. A pesquisa foi dividida em três fases operacionais: primeiro os reatores foram operados utilizando sacarose (1 g/L em R1 e 0,5 g/L em R2) como fonte de carbono; na segunda fase glicose foi utilizada nas mesmas concentrações e a terceira fase, sacarose foi novamente utilizada (1 g/L em R1 e sem adição em R2). A água residuária permanecia 48 h em R1 e depois mais 48 h em R2. Foram realizados 10 ciclos operacionais em cada reator, compreendidos em 56 dias para cada fase. Os reatores foram monitorados através das variáveis: concentração de corante, pH, varreduras, demanda química de oxigênio, amônia, nitrito e nitrato. Foram realizados ensaios de toxicidade, saturação e quantificação das Unidades Formadoras de Colônias/mL, ao fim de cada fase. Foram registradas remoções médias de 92%, 80% e 71% para o corante, correspondentes às Fases I, II e III. Na mesma ordem houve remoção percentual de demanda química de oxigênio da fração dissolvida em 61%, 43% e 66%. Quanto às formas de nitrogênio avaliadas no meio foram registradas remoções percentuais de amônia em 9,1%, 31% e 8% durante as Fases I, II e III, respectivamente. Na mesma ordem, houve remoção de nitrato de 61%, 83% e 87%. A Fase I apresentou média de pH efluente de 5,3; já na Fase II, a média foi de 6,6, enquanto na Fase III essa média foi de 6,3. Enquanto nas Fases II e III foi obtido pH na faixa do padrão de lançamento, na maioria dos ciclos da Fase I não se enquadraram nesse aspecto. Todavia, os valores ficaram próximos da faixa recomendada, sendo necessário um pequeno ajuste. Além disso, quando a sacarose foi a fonte de carbono, a diminuição da demanda química de oxigênio e de corante foi superior. As varreduras do espectro de absorção (UV-Vis) das amostras dos reatores indicaram que houve a quebra do grupo cromóforo do c
