PPGARTES - Programa de Pós-graduação em Artes
URI permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ifce.edu.br/handle/123456789/21
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Item Das águas do Rio Ceará aos povos originários: a história do Ceará através de desenhos narrativos com crianças dos anos iniciais do ensino fundamental em uma escola pública(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Marques, Eryk Matheus Ferreira; Goldberg, Luciane GermanoEste trabalho tem como objetivo desenvolver uma proposta de experiência artístico/estética sobre a história do Ceará que possa ser narrada através do desenho infantil com crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública de Fortaleza. Esta pesquisa entende as crianças como protagonistas e sujeitos criadores de suas próprias narrativas gráficas, por isso, defende o método de pesquisa com crianças, pois reconhece as crianças enquanto atores sociais. Utilizamos a abordagem qualitativa (Minayo, 2012), e o método de pesquisa-ação (Barbier, 2002). Como técnicas/instrumentos de pesquisa: Pesquisa Bibliográfica; Análise Documental; Observação Participante; Diário de Itinerância (Barbier, 2002); Registros fotográficos; gravação de voz. O lócus desta pesquisa é uma escola pública da rede de ensino de Fortaleza, e os sujeitos participantes são quatro crianças que estão cursando o segundo ano dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tem como categorias teóricas a dimensão narrativa do desenho infantil com base em Derdyk (1990; 2022), Goldberg (2016; 2021), Mèredieu (2006), entre outros; A pesquisa com crianças a partir de Francischini e Fernandes (2016), Vasconcelos (2016), entre outros; Visões de infâncias e crianças a partir de Ariès (2022), Levin (1997); Abramowicz (2011); Sarmento (2005), entre outros; Elaboramos quatro ateliês de imersão artístico/estética sobre o Ceará com o uso de imagens, vídeos, músicas e pesquisas para que as crianças possam conhecer e narrar sua versão da história. O desenho é uma linguagem, assim como narrativa plástica acompanhada, muitas vezes, de narrativa oral, por isso, é acessível a todos em todos os tempos. Para a análise da produção de dados utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin (2004). Foi analisado o desenho de cada criança, produzido em casa e na escola, por fim discorremos uma síntese de todos os desenhos e as aprendizagens encontradas. Da observação dos desenhos foram encontrados vinte e cinco temas, que foram agrupados, posteriormente, em três grandes grupos, são eles: Ceará Contemporâneo; Ceará da tradição; Ceará das crianças. Os desenhos compõem um livro infantil (produto obrigatório) disponibilizado no formato Ebook-PDF. Constatamos que as crianças veem e representam a história do Ceará, através de desenhos narrativos, a partir de suas próprias histórias de vida. Concluímos que desenhar torna-se um forte recurso para o ensino/aprendizagem de todo e qualquer assunto que podemos imaginar.Item Narrativas de vida por entre memórias de quintais: das reinações-criações de menina à professora de si(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Zaranza, Geórgia Sampaio; Goldberg, Luciane GermanoA presente pesquisa traz a metáfora dos quintais como elementos reflexivos/ativos/(trans)formativos da docência na educação e, especialmente, na educação infantil, por onde percebi claramente sua importância enquanto professora polivalente sem o temor de ser onírica. Foi por meio dos quintais, sendo professora das infâncias, estando com elas ao longo dos diversos trajetos, que me construí, me ofertei/desafiei-me. Possuem o frescor que transforma saberes, sabores, criações corriqueiras e artes em processos basilares para a vida, o trabalho, o fazer pedagógico se tornarem prazerosos, afetuosos e revolucionários cotidianamente. Eles residem no jeito menina de perceber os materiais que nos circundam, nos amplos processos de elaboração e reelaboração dos chamados conteúdos indispensáveis e suas não separações do estar vivo, ou melhor, como contribuinte da/na docência, inevitavelmente sensível e revolucionária, com as crianças de todas as idades, de importância vital, sempre em cores diversas. Trata-se de uma pesquisa (auto)biográfica (Josso, 2001; Delory-Momberger, 2012; Ferrarotti, 1991; Pineau; 2006; Pimentel, 2006) que, em diálogo com a A/R/Tobiografia (Irwin, 2004), propõe a produção de narrativas (auto)biográficas da professora da educação infantil atravessada pelos quintais, das reinações-criações eternas da menina viva na professora brincante em mim, brincante como uma artista das coisas que podem ser científicas sem esforço e buscando refletir sobre como estes processos criativos e formativos se tecem por meio dos aprendizados dos quintais vividos e trazidos/re-trazidos/reconfigurados na memória e nas construções-reconstruções eternas/internas/extras do ser. Memórias-histórias como saberes vividos e que permanecem nos dias atuais no ser/estar professora da Educação infantil presente (nos dois sentidos) dos despertares das experiências vividas e que, por meio das narrativas (auto)biográficas, podem ser entrelaçadas com as demais narrativas e percebidas como arte vita florescentes (fluorescentes em seus apelos constantes) nestes processos de criar-aprender- ensinar-recriar. Utiliza como dispositivo para a produção das narrativas (auto)biográficas individuais/coletivas o Círculo Reflexivo Biográfico (CRB), de Olinda (2018), unido à A/R/Tografia (Irwin, 2004), em diálogo com Bezerra (2022), o que gera o Círculo Reflexivo A/R/Tobiográfico (CRA), que propõe a produção de artefatos artísticos como enlaces narrativos da experiência de ser artista/professora/pesquisadora de si, compondo o círculo cromático da Tenda Brincante em um quintal. Por fim, constrói relicários (objetos de memórias) feitos com a junção dos artefatos artísticos criados, registrados, (re)sentidos e refletidos nesse processo de pesquisa menina-professora, procedendo à uma exposição dessas produções. Teoricamente, dialoga com Linhares (1999), Vygotsky (1998), Ostrower (2001), organicamente conduzida às complementares ranhaduras no que nos é aparente. Como resultados, essa pesquisa traz outras formas de compreensão da importância do processo autobiográfico e A/R/Tobiográfico para a auto-hétero-eco-formação (Pineau, 2006) docente, identificando a energia vital dos quintais, nas brincadeiras de fazer e refazer, na perseverança de manter o pulsar das criações cotidianas e espontâneas e\ou reelaboradas ao longo do estar vivo(a), para também nas salas de aula, em pequenos gestos/realizações, nos lugares aparentemente não potentes de aprendizados, à educação que se quer artística, poética, potente, cheia de belezas e essencialmente inclusiva.Item Poéticas da docência: a arte e a formação estética nas narrativas (auto)biográficas de professoras da educação infantil(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Vital, Francisca Paloma Almeida; Goldberg, Luciane GermanoComo professoras, que atuam na Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Fortaleza, entrelaçam as experiências formativas em/com arte e a dimensão estética, da infância à docência, através de processo reflexivo por meio de narrativa (auto)biográfica? Essa pesquisa qualitativa (Minayo, 2013), que emerge a partir deste questionamento, tem como objetivo compreender os atravessamentos da arte e da dimensão estética no processo formativo de professoras de Educação Infantil, encontrando na abordagem (auto)biográfica (Delory-Momberger, 2006; Josso, 2004; Ferrarotti, 1991, 2014; Passeggi, 2008, 2013), aporte teórico-metodológico para a elaboração das discussões e reflexões. Os sujeitos participantes da pesquisa foram duas professoras que atuam na Educação Infantil, incluindo esta pesquisadora, que colabora com a produção de dados, partindo de sua própria narrativa no intuito de compor uma relação dialógica com a história de outra professora participante da pesquisa. Portanto, essa pesquisa é construída por meio de uma pesquisa narrativa (auto)biográfica, a partir das experiências artísticas e estéticas, sendo a narrativa autobiográfica da pesquisadora e a narrativa (auto)biográfica de uma professora, ambas docentes da Educação Infantil, matéria de investigação. O material biográfico produzido revelou que as experiências estéticas vivenciadas através das relações que estabelecemos com a família, com a natureza, em viagens, na comunidade nos espaços formativos e com o mundo nos formam esteticamente ao longo de nossas vidas. Além disso, destaco que a política pública para a Primeira Infância de Fortaleza, denominado de Programa Ateliê, teve um forte impacto quanto a formação estética, crítica, política e sensível das professoras, possibilitando a ampliação dos seus conhecimentos acerca do mundo sensível e equilíbrio entre o pensar e o sentir na docência e na prática pedagógica com bebês e crianças. Por fim, como produto desta pesquisa foi produzido um diário de itinerância intitulado como “Caminhos da terra” que é composto pelo singular plural que compõe os processos auto/hetero/eco formativos da professora-narradora e suas reverberações em seus processos formativos estéticos.
