Resumo
O acentuado despejo de material orgânico juntamente com os demais resíduos sólidos acarreta o aparecimento de vetores que trazem doenças e contaminam o meio ambiente com a geração de chorume e gases. Um desses materiais descartados é o resíduo proveniente da indústria pesqueira: o cefalotórax e cascas do camarão. Esse material possui compostos orgânicos com valor agregado e já conhecido pela indústria farmacêutica, tais como a Astaxantina, por ser um antioxidante. O extrato, além de advir de fonte renovável, ser biodegradável pode ser obtido utilizando solventes de baixo custo e que também podem ser recuperados para serem utilizados novamente, são eles o álcool etílico e o hexano. Nesse sentido, o presente trabalho avaliou o extrato hexânico do camarão como melhorador da estabilidade oxidativa em biodiesel. Foi realizada a caracterização estrutural do extrato através de espectroscopia na região do infravermelho e caracterização térmica do extrato obtido por termogravimetria. Em ensaio de estabilidade oxidativa os resultados mais significativos foram observados na concentração de 1% ao biodiesel, que gerou um aumento de 3h no período de indução em relação ao biodiesel sem o aditivo, ou seja, houve um aumento de 50% na estabilidade oxidativa. Palavras – chave: Descarte. Indústria. Extrato. Estabilidade Oxidativa. Aditivo
