Resumo
A dinâmica das redes sociais tem levado cada vez mais os telespectadores de TV interagirem enquanto assistem seus programas prediletos. Essas mesmas redes sociais têm utilizado enquetes, chats, notícias e outros mecanismos para dialogar mais diretamente com esses telespectadores. Contudo, as redes sociais fornecem apenas um meio parcial de interação para esse tipo de mídia, visto que as mesmas não foram criadas para lidar com as peculiaridades dos programas de TV. Para esse fim foram criadas as aplicações de Segunda Tela. Segunda tela pode ser entendida como uma extensão da tela da TV na qual quaisquer informações ou interações podem ser apresentadas aos usuários através de apps para smatphones ou tablets. Diferente das redes sociais, os apps de Segunda Tela são disponibilizados pelas emissoras especificamente para usuários de TV, normalmente um app para cada programa. Essa alta especificidade desse tipo de app gera dois inconvenientes. Para as emissoras é necessário o desenvolvimento de diversos apps para cobrir os diversos programas da sua grade, o que gera um custo para a empresa, fato que colabora para explicar o uso massivo de redes sociais por essas emissoras para interagir com os telespectadores atualmente. Na visão dos telespectadores tem-se o inconveniente de ter que instalar diversos apps para cada programa, o que acarreta custo de download e consumo de recursos dos dispositivos com vários apps com finalidades bastantes semelhantes. Argumentamos nessa pesquisa que todos esses apps de Segunda Tela poderiam ser incorporados em um único app genérico, capaz de realizar dinamicamente adaptações em suas funcionalidades de modo a fornecer um produto customizado para quaisquer emissoras ou programas que queiram explorar os benefícios da Segunda Tela. Para tanto, essa pesquisa apresenta uma arquitetura de suporte a atualização dinâmica de um app genérico de Segunda Tela. Essa arquitetura possibilita a implantação de emissoras, programas, mídias, quizes e quaisquer outras funcionalidades de Segunda Tela sem a necessidade de criar novos apps pelas emissoras nem de instalar novos apps pelos usuários. A proposta é validada com estudo de caso que demonstra a utilização da arquitetura para lidar com diversos cenários específicos desse tipo de mídia, tais como programas ao vivo, funcionalidades com tempo de utilidade restritos entre outros. Os resultados demonstram diversos benefícios que a versatilidade da arquitetura proposta oferece para todos os envolvidos n
