Resumo
As bacias sedimentares do Brasil estão entre os ambientes mais adversos do mundo, contribuindo para a ação de agentes corrosivos nos equipamentos de produção de óleo e gás, em função de suas diferentes profundidades, temperaturas elevadas, excessivas pressões e agentes oxi-redutores. O desenvolvimento de materiais anticorrosivos que aumentem a vida útil, ao mesmo tempo em que haja redução de custos, é um fator primordial. Com base nisto, este trabalho faz parte de pesquisas que visam investigar a influência de diferentes teores (5, 7 e 9%, em massa) de molibdênio, mantendo-se 9% de cromo, em massa, em todas as amostras, na resistência à corrosão em ligas experimentais Fe-Cr-Mo, sem que haja em sua composição, elementos de liga onerantes (Ni, Nb, V, por exemplo) ao material que se propõe utilizar em plantas no seguimento petroquímico. As ligas foram solubilizadas a 1060 ºC por 6h, visando preservar sua matriz ferrítica, resfriadas em água, na temperatura ambiente. Utilizou-se como meios eletrolíticos, soluções aquosas de NaCl 0,1 mol L-1 e H SO 0,1 mol L-1. A x 2 4 x resistência à corrosão foi avaliada pelos ensaios eletroquímicos de Potencial de Circuito Aberto (PCA), Polarização Potenciodinâmica Anódica (PPA), Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIE) e ensaio de imersão avaliadora da velocidade de corrosão (gravimetria). Os resultados obtidos indicaram que as ligas estudadas criam filmes passivantes, embora instáveis, e que teores acima de 5%Mo não provocaram melhoria na proteção aos meios oxiredutores empregados
