Dissertação

Remoção de corante índigo carmim em água residuária sintética em reator inoculado com Trametes versicolor

Autor(a) Cavalcante, Alyne Vasconcelos
Orientador Silva, Glória Maria Marinho Pessoa, Kelly de Araújo Rodrigues
Página simplificada

Resumo

A contaminação de ambientes aquáticos decorrente do lançamento de poluentes de diversos segmentos industriais é, atualmente, um grande desafio econômico, social e ambiental. Das atividades industriais, indústria têxtil se destaca pelo elevado volume de efluentes que contêm corantes, substâncias recalcitrantes com alta toxicidade. Nessa busca por tratamentos capazes de minimizar o alto grau de poluição, o tratamento biológico vem alcançando resultados consideráveis na remoção de corantes industriais, portanto este trabalho teve o objetivo de avaliar a degradação de efluente sintético contendo corante índigo carmim com concentração média de 20,17 mg.L-1 a partir do fungo Trametes versicolor, imobilizado em reator operado em semi-bateladas sequenciais utilizando glicose como fonte de carbono. A pesquisa envolveu aplicação de glicose na concentração de 1,0 g.L-1 no início do tempo reacional (0 h) e reaplicação de 0,7 g.L-1 após 24 horas (24 h’) em 13 ciclos com duração de 48 horas, cada. A fração de amônia foi determinada no início e no fim de cada ciclo. Demanda química de oxigênio (DQO), glicose e pH foram verificados no início do ciclo (0 h), 24 horas depois (24 h), após reaplicação de glicose (24 h’) e no final do ciclo (48 h). As concentrações de corante e da enzima lacase foram determinadas em alíquotas retiradas a cada 3 h, 5 h, 10 h, 24 h, 30 h, 34 h e 48 h. Nessas condições os resultados de remoção média de corante foram de 40,6% nas 24 horas iniciais e 54,4% ao final do ciclo. Para a fração nitrogenada, 76 ± 12,01% de remoção de amônia. A DQO atingiu média de 85 ± 4,2% de remoção, sendo que 7 ciclos foram satisfatórios para descarte em corpo receptor, segundo a resolução nº 02/2017 do COEMA. Em todos os ciclos o pH manteve-se em faixa ácida, a glicose foi consumida e seu acréscimo com 24 horas interferiu em mais degradação de corante. As concentrações de corante foram reduzidas em 50% e a inibição de lacase pode ter sido atribuída à prevalência de outras enzimas, não avaliadas neste trabalho, visto que o comportamento e liberação para o meio extracelular é dependente de muitos fatores como concentração de inóculo, de carbono, de glicose e de micronutrientes. Em geral o tratamento biológico mostrou-se apto e o microorganismo foi satisfatório na remoção do corante índigo carmim, além da redução de importantes componentes responsáveis por impactos ambientais recorrentes das atividades antrópicas

Palavras-chave

MESTRADO EM TECNOLOGIA E GESTÃO AMBIENTAL (IFCE) - DISSERTAÇÃO BIORREMEDIAÇÃO GLICOSE

Informações acadêmicas