Resumo
A utilização de mananciais como corpo receptor pode acarretar em uma série de desvantagens ambientais à medida que se introduzem efluentes com poluentes, como os corantes. Geralmente, alguns destes poluentes conferem ao meio, recalcitrância e toxicidade, levando ao quadro de completa degradação do ambiente e possível impacto a saúde pública. Nesta perspectiva, o tratamento biológico surge como uma tecnologia inovadora que vem alcançando excelentes resultados na remoção de corantes industriais. Neste trabalho foi estudada a viabilidade de aplicação do fungo Phanerochaete chrysosporium para a remoção de corante azo vermelho do congo em reator biológico operado em regime de bateladas sequenciais, com ciclos de 48 horas. A pesquisa foi dividida em duas fases: operação de reator em batelada sequencial e operação de reatores em série operados em regime de batelada. A primeira fase abrigou duas etapas distintas, as quais foram diferenciadas pela concentração de glicose: 5g/L na Etapa I, e 1g/L na Etapa II. A segunda fasecompreendeu2 etapas diferenciadas pela concentração de glicose nos reatores: Etapa 1 (R1 – 1g/L; R2 – 1g/L) e Etapa 2 (R1 – 1g/L; R2 – 0,5g/L). Durante a Fase I o reator foi operado durante 189 dias e monitorado através das variáveis físico-químicas: potencial hidrogeniônico (pH), demanda química de oxigênio, corante, amônia, nitrato, nitrito e fósforo total. A atividade da enzima manganês peroxidase foi acompanhada durante todas as etapas. Registraram-se remoções percentuais médias de 86% e 97%,para o corante, correspondentes às Etapas I, e II. Na mesma ordem houve remoção percentual de matéria orgânica em 56%e 76%. Quanto às formas de nitrogênio presentes no meio mineral, amônia e nitrato, foi obtida remoção de 83%e 65% para amônia e 74%, e 56% para nitrato, respectivos as Etapas I e II. O pH afluente e efluente do reator manteve-se com valores característicos de meio ácido, variando entre pH 3 a pH 5. Durante todas as etapas houve registro da atividade da enzima manganês peroxidase. Para a Fase II houve remoção global de corante em 75% no reator R1 e 23% para o reator R2 durante a Etapa I e média de 92% para o reator R1 e 45% para o reator R2, na Etapa II. Em relação à matéria orgânica dissolvida houve remoção média de 71% para o reator R1 e 48% para o reator R2, durante a Etapa I, enquanto que para Etapa II houve remoção de 70% para o reator R1 e 60% para o reator R2. Foram registradas remoções percentuais de amônia em 33% e 65% para o reator
