Dissertação

Biolubrificante de babaçu (Atallea speciosa) : obtenção, caracterização e análises de blendas com lubrificantes sintéticos

Resumo

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Resumo

Atualmente, no Brasil está ocorrendo uma ascensão no consumo de óleos lubrificantes, principalmente nos setores automotivos e industriais. Conhecendo a problemática que envolve os produtos derivados do petróleo, é necessária a busca de alternativas que visem minimizar os impactos ambientais causados por eles, e que atendam a demanda energética do mundo moderno. Desse modo, esta pesquisa teve por objetivo realizar a síntese de um biolubrificante, também chamado de óleo básico, através da transesterificação dos ésteres metílicos das amêndoas do babaçu, bem como, avaliar o comportamento físicoquímico de blendas de biolubrificante em óleo básico lubrificante Naftênico Hidrogenado 10. Para tanto, foi realizada a síntese do biodiesel através da transesterificação in situ, técnica essa que se diferencia das transesterificações convencionais, pois usa-se a amêndoa do babaçu direto no meio reacional sem precisar extrair o óleo. Posteriormente, o biolubrificante foi obtido pela transesterificação básica do biodiesel, usando o trimetilolpropano como álcool. Identificou-se a composição dos ácidos graxos majoritários pela análise dos seus ésteres metílicos através da Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massas (CG-EM), cujo éster do ácido Láurico (43,21%) foi identificado como majoritário. O óleo fixo, biodiesel e biolubrificante, apresentaram rendimentos mássicos de 55,12%, 82,87% e 91,35%, respectivamente. Após ter a síntese do biodiesel e biolubrificante confirmada pela técnica de Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio (RMN1H, 500 MHz), foi realizado um estudo das propriedades físico-químicas de ambos. Para o biodiesel in situ foi realizado os experimentos de acidez (0,19 mgKOH/g), viscosidade cinemática à 40 °C (5,72 mm.s-2) e massa especifica à 20 °C (880 Kg/m3 ) e para o biolubrificante observou-se propriedades como: índice de acidez (0,12 mgKOH/g), viscosidades cinemáticas a 40 °C (13,238 mm.s-2) e a 100 °C (2,995 mm.s-2), índice de viscosidade de 66, massa específica a 40 °C (0,9261 g/cm3), ponto de fluidez (-2,9 °C) e ponto de fulgor (197,7 °C). Foi preparada ainda, blendas de lubrificante Naftênico Hidrogenado 10 contendo 3, 5 e 10% v/v do óleo básico biolubrificante, essas também tiveram suas análises físico-químicas avaliadas. Verificou-se que a adição do biolubrificante não afetou a massa específica das amostras. Quanto ao ponto de fulgor em todas as misturas reduziram-se as temperaturas, sendo a maior na Blenda Naftênico 3% (BN3). Houve

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