PROFEPT - Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica
URI permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ifce.edu.br/handle/123456789/24
Navegar
Item Estou velho demais para isso? O fenômeno etarismo verificado no IFCE(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2025) Silva, Tecla Lorena Albuquerque; Lima, Patrícia Ribeiro FeitosaO Etarismo é um fenômeno social que se baseia em estereótipos sobre a idade das pessoas e pode se manifestar em forma de crenças, pensamentos e atitudes preconceituosos e discriminatórios contra pessoas de diferentes faixas etárias. O objetivo deste estudo foi investigar o fenômeno Etarismo entres os estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e identificar estratégias para promover um ambiente educacional mais inclusivo e equitativo. Participaram deste estudo 374 alunos do IFCE, de ambos os sexos. Para efeito deste trabalho, o Etarismo foi pesquisado com ênfase em estudantes da faixa etária entre 40 e 59 anos, os envelhescentes, com a seguinte questão problema: Como o Etarismo impacta a experiência educacional e as perspectivas dos estudantes mais velhos em cursos ofertados pelo IFCE? Foram aplicados questionários, a fim de averiguar quais as percepções dos estudantes mais velhos e mais jovens acerca do Etarismo e identificar quem eram os estudantes envelhescentes no IFCE. Os questionários foram analisados por meio de estatística descritiva no software Excel. Após, foi realizada uma entrevista semiestruturada com os envelhescentes identificados como vítimas do Etarismo e abordada por meio da técnica de análise temática de conteúdo de Bardin (2016). Foram elencadas cinco categorias: atos etaristas, sentimentos, impactos, estereótipos em si, e ações conscientizadoras. A pesquisa trouxe como resultados que não só os estudantes mais velhos se sentem vítimas de etarismo, no IFCE; que as atitudes etaristas mais sentidas, pelos estudantes mais velhos, é o julgamento dos outros devido à sua idade e a exclusão; os sentimentos advindos das atitudes etaristas mais sentidos são a tristeza e o desamparo; e o impacto consequente dos atos etaristas mais frequente no IFCE é a desistência do curso. O etarismo benevolente também foi relatado, no que diz respeito ao cuidado excessivo com esse estudante mais velho. Além disso, constatou-se a existência de etarismo internalizado nos próprios estudantes, apesar de os envelhescentes relatarem bons atributos, quando falam de si próprios acerca de como lidam com os estudos. Os números expressivos de sofredores de etarismo no IFCE pode representar uma parcela significante de estudantes que podem abandonar os estudos por esse motivo. Deste trabalho, também resultou um documentário como Produto Educacional (PE), com o intuito de trazer mais conscientização para o problema do etarismo.Item Saúde sexual e reprodutiva de alunos do ensino médio integrado: a voz dos adolescentes do IFCE Tauá(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, 2024) Alves, Sharlene Pereira; Lima, Patrícia Ribeiro FeitosaO processo educacional em saúde se caracteriza como possibilidade para identificação das necessidades dos sujeitos. Na escola, o compartilhamento de saberes e experiências gera novas formas de compreensão sobre diversas situações. Dentre as vivenciadas pelos alunos adolescentes, destaca-se a saúde sexual e reprodutiva, cuja vulnerabilidade pode levar a comportamentos de risco e exposição a doenças. Nesse contexto, nesta pesquisa, foi abordada a educação sexual e reprodutiva na adolescência, norteada e motivada pelas seguintes perguntas: Como está o nível de informação sobre saúde sexual e reprodutiva dos estudantes adolescentes da Educação Profissional e Tecnológica do IFCE Campus Tauá? A oferta do ensino em saúde sexual e reprodutiva na instituição teria aceitabilidade satisfatória na comunidade escolar? Qual o impacto dessa educação em saúde para o público estudantil? Para a elucidação desses questionamentos, esta pesquisa objetivou analisar a concepção de saúde sexual e reprodutiva de adolescentes do ensino médio integrado do IFCE Campus Tauá. Esse trabalho caracterizou-se como de natureza quali-quantitativa, do tipo pesquisa ação por meio de um estudo de campo com aportes das vivências dos alunos acerca da educação sexual e reprodutiva na adolescência, sendo utilizados para coleta de dados os questionários sobre saúde sexual e reprodutiva e as entrevistas realizadas por meio de grupo focal. A ação da pesquisa realizou-se no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) – Campus Tauá, no âmbito do primeiro ano do Ensino Médio Integrado. Os dados quantitativos foram analisados via estatística descritiva, enquanto os qualitativos foram submetidos à análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). Os resultados mostraram que 66% dos alunos buscam informações sobre saúde sexual e reprodutiva na internet, seguida de familiares (17%). Esses saberes também são construídos com a escola, onde os participantes sugeriram atividades como palestras, grupos de estudo e campanha. Os discentes apresentaram conhecimentos sobre métodos contraceptivos, gravidez, infecções sexualmente transmissíveis (IST) e outros aspectos de saúde e sexualidade, embora ainda com relatos que chamam atenção por apresentar noções que não são embasadas cientificamente. Na perspectiva de auxiliar a construção de conhecimento em educação sexual e reprodutiva para os adolescentes, especialmente no contexto estudado, foi proposta a elaboração de um podcast, o Saúde On – o Podcast da Saúde do Adolescente, como produto educacional validado, abordando o tema “Educação sexual e reprodutiva de adolescentes”, visando proporcionar aprendizados acerca da saúde sexual e reprodutiva na fase da adolescência, com a intenção de discutir sobre esse assunto e contribuir para o acesso de estudantes a informações necessárias para a tomada de decisão assertiva e prática sexual segura. Portanto, as hipóteses levantadas se confirmaram, quais sejam, a inexistência de diálogo entre os adolescentes e seus pais e responsáveis, sobretudo sobre educação sexual e reprodutiva, como também o déficit de formação consistente de orientação sexual e reprodutiva a ser ofertada para o público adolescente na escola. No IFCE Tauá, foi identificada a possibilidade de usar espaços não-formais para abordar temas transversais com os servidores, alunos e comunidade, como saúde e sexualidade, além da perpetuidade de ações educativas construídas juntamente com os discentes.
